mercredi 19 avril 2017

Mestre Hilário de Menezes

Do Mestre Hilário não sei muito, apesar de ter ido umas vezes no seu estúdio. 
Não é um artista barroco, cheio de truques, muito pelo contrario. Hilário é um homem muito simples, tal como muitos artesãos Sãotomenses. O seu estilo tem uma simplicidade gráfica bastante eficaz e, noutro contexto, o seu trabalho teria certamente outra dimensão. 
As suas pequenas figuras entrelaçadas, as suas cenas em baixo-relevo, têm um verdadeiro charme e retratam perfeitamente a vida quotidiana Sãotomense, o Tchiloli, o Dança Congo assim como outros eventos culturais de São Tomé. Saber que muitos dos seus desenhos são empilhados descuidadamente numa ou duas gavetas me deixa louco. Pelo seu valor cultural e a sua beleza, é preciso fazer justiça ao seu trabalho. 
E preciso publica-lo. 


Senhor Mascarenhas 2

Do Senhor Mascarenhas não sei muito. 
Creio que ainda pratica como mecânico na Praça de São Tomé. Nos seus momentos livres, vai tomar um café no Residencial Avenida, a frente do Palácio da Presidência (onde talvez pratica também a sua arte da mecânica nos carros luxosos que saem de lá). No Residencial, juntam-se amigos cuja conversa vai e vem entre futebol e os joguinhos da politica Sãotomense. O Senhor Mascarenhas viveu também no Gabão e dessa experiencia, guardou umas imagens e sonhos que aparecem de vez em quando nas suas obras. Admiro Senhor Mascarenhas e se devia resumir São Tomé e Príncipe, mesmo que isso fosse só um ponto de vista, diria: Faz favor dar uma olhada nos seus desenhos, contam muito da Ilha. Editar os seus desenhos parecem-me uma necessidade, entrevistar o Senhor Mascarenhas é outra. Caro amigo, faz favor continuar a desenhar. A cultura Sãotomense precisa do seu talento e agradece.

Senhor Mascarenhas com o vosso servidor.


Senhor Mascarenhas 1


mercredi 12 avril 2017

Surf na Praia Gamboa - São Tomé e Príncipe

Era uma tarde de Verão 2015 na Praia Gamboa na companhia do querido Eduardo Malé. Um bocado antes da noite chegar, vieram jovens com as suas pranchas feitas de tábuas de madeira. Num país onde poucas pessoas praticam surf e onde a relação com o mar é sobretudo de sobrevivência, esses jovens começaram a deslizar nas suas tábuas. Água quente, umas boas ondas e sem ninguém a volta, não se pode pedir mais no Paraíso.

dimanche 25 décembre 2016

A dança das crianças da Polana Caniço, Maputo

video
Um dia de Agosto de 2012 numa tentativa de combinar desenhos e dança com crianças da Polana Caniço, bairro de Maputo, Moçambique, durante o projecto Vozes de Nos.
An attempt to combine drawings and dance with kids during the book project Vozes de Nos. Polana Caniço, neighborhood of Maputo, Mozambique in August 2012.